''Fui atacada pelo maníaco da seringa''
O metrô estava lotado como de costume. A caminho da faculdade, lá ia eu espremida no empurra-empurra. Nisso o trem chegou à estação Sé. E, do nada, eu senti uma espetada no lado esquerdo da minha cintura. Logo percebi que não se tratava de um simples esbarrão. Algo mais grave havia acontecido. O desespero tomou conta de mim e instintivamente olhei ao meu redor, tentando achar alguém que pudesse estar me encarando com ar culpado ou com algo pontiagudo nas mãos. Foi em vão. Eu me senti num pesadelo. E ele estava apenas começando... Tive que me entupir de remédios Desci na estação seguinte, a Liberdade, ainda em choque. Quando olhei para o local onde sentia dor, vi uma pequena mancha de sangue e um furo feito por agulha. Lembrei das notícias sobre o 'Maníaco da Seringa', que picava pessoas com agulhas infectadas, e aos prantos liguei para minha mãe. Chorava tanto que ela mal conseguia entender o que eu falava. ''Filha, procura ficar calma e volta já para cas...
