Como patentear um produto

Como patentear um produto


Quando se cria um produto torna-se necessário patenteá-lo para garantir direitos na comercialização. Para garantir uma patente o inventor deve estar atento ao banco de patentes para evitar repetições e perda de tempo no processo. A patente protege o inventor e permite a ele ter um escudo em relação aos competidores, que podem agir de maneira desleal e ganhar status sem ter realizado a pesquisa e estudos sobre a criação do produto.

Para um invento ser patenteado, a ideia precisa ser palpável e pronta para utilização. Para Rogério Buiar, agente de propriedade industrial da Agência Brasileira de Marcas e Patentes, só é patenteável o produto passível de utilização industrial, ou seja, tem que haver um produto final da ideia, por exemplo, uma peça ou máquina. Não são passíveis de patentes concepções simplesmente teóricas, como esquemas de negócios e sistemas.

Após verificar a utilização do produto é interessante contratar um profissional para fazer o relatório técnico, com desenhos detalhados e descrição minuciosa do artigo, que devem ser de fácil interpretação para que qualquer pessoa possa entender e produzir. ''Este relatório será entregue como um documento ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) para ser avaliado, e eles verificarão as características, tais como, se o produto é capaz de ser industrializado e se a ideia é inovadora'', explica Daniela Mazzei, gerente da Agência Nacional dos Inventores.


Uma ideia abstrata dificilmente será patenteada, por isso, segundo Vagner Luis Latsch, assistente da diretoria de Patentes do INPI, ''o documento descritivo deve conter instruções de como deverá ser projetado e utilizado'', explica.

Juntamente com a entrega do documento é necessário o pagamento de uma taxa para dar entrada no pedido de patente. Após a entrega do documento, o inventor deverá acompanhar o pedido no site do INPI ou na Revista da Propriedade Industrial.

O direito de patente é territorial, ou seja, se o indivíduo quiser comercializar um produto fora do país, terá que passar pelos procedimentos do país em questão novamente. A tramitação de um pedido de patente é muito burocrática, ''a concessão de uma patente leva cerca de 5 a 8 anos'', afirma Buiar.




Principais tipos de patentes

Existem modelos diferenciados de patentes, os quais classificarão os produtos de acordo com as exigências de uma determinada categoria. Existem dois modelos que são chamados, respectivamente, de MU (Modelo de Utilização) e PI (Patente de Invenção).

Segundo Vagner Luis Latsch, o modelo MU está relacionado com produtos já existentes, ou seja, uma alteração na forma e melhorias de uso são avaliadas. Já a PI, tem relação com um produto novo, por exemplo, algo inédito que pode solucionar problemas cotidianos.

A patente possui um período de vigência que irá variar de acordo com a sua natureza, ou seja, se for uma PI terá a vigência de 20 anos e se for uma MU terá vigência de 15 anos.

Durante a vigência da patente, o inventor tem o direito de selecionar as pessoas e empresas que poderão ou não utilizar sua criação. Na prática a patente é também uma garantia financeira do trabalho do inventor.

Um exemplo de invenção bem sucedida foi criado por Ariovaldo Cypriano que idealizou uma maquiagem descartável, com a finalidade de trazer praticidade para mulheres. Esta é uma solução simples para resolver essa dificuldade das mulheres em carregar muitos objetos em bolsas pequenas.

Este projeto agrega diversas vantagens, entre elas: conforto, praticidade, facilidade, e excelente custo x benefício. Estas características são essenciais para garantir uma patente e possíveis futuros investidores.


  

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