5 Motivos para acionar o RH da empresa
5 Motivos
para acionar o RH da empresa
''Estou no meu limite, vou falar no RH''. Certamente, um
profissional ou já ouviu esta frase ou já foi porta-voz destas palavras em
algum momento da sua carreira.
Mas, também é bem provável que, em algumas das vezes que
esta frase foi proferida, nada de efetivo aconteceu. Há casos em que falta
coragem, em outros, fé na capacidade do departamento de RH de, efetivamente,
solucionar a questão. A impressão de muita gente é que acioná-lo só vai tornar
maior o problema.
A gerente de recursos humanos, Priscila Flecha lembra que este sentimento pode estar relacionado à
cultura da empresa e é mais forte quando o setor é restrito a questões
operacionais.
Por outro lado, empresas com um departamento de RH mais
estratégico e presente no dia a dia das decisões de negócios pode transmitir
mais confiança aos funcionários. ''Já trabalhei em empresas de recursos dos dois
tipos'', diz Priscila.
Entender isso é saber também que as chances de sucesso
aumentam quando o departamento vai além do controle da folha de pagamento,
contratações ou demissões.
Mas em que casos o apoio dos profissionais de recursos
humanos da empresa é uma alternativa? O Boas Escolhas fez esta pergunta a três especialistas. Confira a seguir cinco motivos para marcar uma reunião com o RH.
Confira também: Saiba como argumentar com seu gestor

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1.
Quando o canal de comunicação com o gestor está fechado
''Qualquer questão deve ser primeiro informada ao gestor
direto'', lembra Theresa Gama,
diretora da consultoria Projeto RH.
Por isso a regra geral para começar a pensar no
departamento de RH é ter a certeza de que a comunicação com o gestor não é mais
uma possibilidade. E esta máxima vale para todos os itens a seguir, segundo os
especialistas.
''Já recebi solicitações formais e também pedidos de
aconselhamento informais para melhorar o relacionamento com o gestor'', diz
Priscila.
2.
Interesse no desenvolvimento de um plano de carreira
''Qualquer pessoa pode pedir ajuda ao RH na hora de
estabelecer um plano de carreira'', diz Arthur
Diniz, sócio fundador da Crescimentum.
Desenhar uma estratégia de crescimento, pedir ferramentas
de avaliação, discutir a possibilidade de participar de treinamentos são temas
pertinentes à conversa entre interessados em desenvolvimento de carreira e a equipe
de RH.
Mas, diz o especialista, por uma questão de transparência é
sempre melhor avisar o gestor antes de tomar qualquer atitude, além de levar em
conta o posicionamento do setor dentro da cultura organizacional (se
estratégico ou operacional).
3. Assédio
moral ou sexual
Gritos recorrentes, ameaças frequentes, piadas indigestas
que viraram rotina. Estes são alguns dos aspectos que configuram o assédio
moral.
''Há chefes que adotam esta postura. É possível tentar
colocar limite a partir de uma conversa'', diz Theresa Gama, diretora da Projeto
RH.
Mas, nem sempre isso surte efeito e, em alguns casos, pode
até exacerbar comportamentos nessa linha, segundo ela. ''Aí, é hora de procurar
o departamento de recursos humanos e expor o problema'', diz Theresa.
Se a intenção é denunciar e continuar na empresa, o
profissional deve tomar alguns cuidados. ''A pessoa deve se colocar de maneira
profissional, dar exemplos concretos e municiar o RH de dados que comprovem que
não se trata de melindre por uma atitude pontual'', diz Theresa.
Casos de assédio sexual são ainda mais complexos, pois quem
assedia geralmente toma precauções para não ser descoberto.
Além disso, o profissional deve ter sempre em mente que sua
estratégia pode não funcionar por negligência do RH ou falta de provas.
Assim, o único caminho para levar a denúncia adiante pode
ser mesmo a Justiça trabalhista. E neste caso, testemunhas e provas também são
fundamentais para o ganho de causa.
4.
Quando o gestor não está cumprindo as políticas da empresa
No papel, a política da empresa pode ser uma, na prática,
outra (bem diferente). E exemplos nesta linha são numerosos. Há vezes em que o
departamento de RH nem fica sabendo que regras de compensação de horas extras,
pagamento de benefícios ou bônus estão sendo descaradamente ignoradas.
Neste caso, a primeira atitude é verificar se o
descumprimento de políticas é geral na empresa ou se ocorre apenas no seu
departamento. Isso porque se for algo comum a todos os profissionais, as
chances do RH ser conivente com a situação são enormes.
Mas, se é algo que ocorre apenas na sua área por decisão arbitrária do gestor, o melhor caminho é avisar o RH, segundo os especialistas.
Mas, se é algo que ocorre apenas na sua área por decisão arbitrária do gestor, o melhor caminho é avisar o RH, segundo os especialistas.
Arthur
Diniz, da Crescimentum,
já vivenciou esta situação na pele. Pelo fato de estar prestes a receber da
empresa uma bolsa de MBA, seu gestor decidiu, por conta própria, cortar o seu
bônus.
''Disse ao gestor que não concordava com aquela atitude já
que o bônus era por desempenho passado e minha avaliação se enquadrava nos
requisitos para receber e que iria ao RH'', conta. Deu certo e o chefe foi
demitido. ''Mas sei muito bem que poderia não ter dado certo, era um risco que
eu corria'', diz.
5. Ao
descobrir uma fraude ou conduta ilegal
O envolvimento do gestor ou de colegas de trabalho em
fraudes é também uma situação para contar com o apoio do setor de recursos
humanos.
''Às vezes, dá para falar com o superior do chefe, mas às
vezes essa figura nem existe na hierarquia ou pode estar inacessível'', lembra
Theresa.
Mas antes de
formalizar a denúncia, é preciso ter provas contundentes. ''Caso seja uma
conduta antiética que seja passível de auditoria é possível também acionar este
setor'', diz Arthur Diniz.
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